segunda-feira, 16 de março de 2015

Reflexão

"O Evangelho é um chamado ao arrependimento e não ao entretenimento, o sacrifício da cruz não diverte, mas salva!" Pb.Francisco Aquino

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

A igreja em Antioquia

A igreja em Antioquia:
At.11:19-26 – A base do trabalho missionário é a igreja local. – a igreja de Antioquia nos oferece um modelo missionário que tem como base a igreja local.
I. A cidade de Antioquia:
A cidade de Antioquia era a terceira cidade do Império Romano, perdendo em importância numérica apenas para Roma e Alexandria. Possuía nessa época cerca de 800.000 habitantes.
Antioquia era a capital da província da Síria, foi a cidade que estabeleceu uma igreja que abençoou o mundo: “A mão do Senhor estava com eles, e muitos crendo, se converteram ao Senhor”. At. 11:21.
II. Conhecendo a igreja em Antioquia:
A origem da igreja em Antioquia está relacionada a primeira perseguição sofrida pelos cristãos. A perseguição produzida pelo martírio de Estevão resultou na implantação do cristianismo além da Palestina. (At.11:19,20).
Fica evidente 2 coisas:
1ª) A igreja nasceu como fruto de um trabalho não planejado oficialmente.
2ª) a igreja surge pelo esforço e dedicação leigos, pois não havia apóstolos entre eles.
A origem da igreja em Antioquia está relacionada a uma visão missionária mais abrangente. O evangelho para todos e não somente aos judeus. (Jo.3:16).
III. As características da igreja em Antioquia:
Não existem igrejas iguais, cada igreja possuí características próprias, assim era a igreja em Antioquia, com suas características, vejamos:
Visão missionária: por ser fruto de um trabalho missionário espontâneo, realizado por leigos (não membros do apostolado), a igreja rompeu com a “visão exclusivista” da igreja de Jerusalém, que proclamava o evangelho somente para os judeus. Eles (Antioquia) pregaram o evangelho também aos gregos (At.1:20). Isto foi algo revolucionário!
Em At.13:1-3 – Ficam evidentes alguns aspectos da ação missionária praticada pela igreja em Antioquia:
a.   Respeitaram a direção do E.S. – O E.S. comunicava a sua vontade a toda a igreja (At.13:2,3)
b.   Deram o melhor – Era uma igreja que deu o melhor para o trabalho missionário. Conforme o vs.3, o verbo “despedir” pode ser traduzido por “deixou-os ir”, indicando o ato de liberdade da igreja, cedendo para o trabalho missionário os melhores obreiros.
c.   Entenderam a naturalidade das missões – Era uma igreja que entendeu que o trabalho de missões é preferencialmente obrigação da igreja local. Barnabé e Paulo foram enviados pelo E.S., através da igreja de Antioquia, para três viagens missionárias internacionais. (At.14:26,27).
d.   O crescimento numérico – As igrejas com visão missionária são as que mais crescem. A igreja de Antioquia cresceu de modo magestral (At.11:21,24 e 26).
Conclusão:
A igreja de Antioquia foi uma das igrejas mais importantes na história da igreja primitiva, e a principal visão ensinada por essa igreja, é que a tarefa missionária de evangelizar o mundo e plantar novas igrejas é da igreja local.
Missões – Ordem de Cristo, trabalho da igreja e necessidade do mundo.


Pb. Francisco de Aquino, membro da Igreja “O Brasil para Cristo” Calmon Viana – Poá e professor do Instituto Bíblico O Brasil para Cristo (I.B.B.C.) em Suzano e Poá  e do Centro de Estudos Teológicos em Calmon Viana (CETEC) em Poá.


segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Faça o bem, mas faça agora!

A Bíblia diz que Jesus de Nazaré andou por toda a parte fazendo o bem (At 10.38). E como seus seguidores, não podemos agir doutra forma. Eis o que nos ordena as Escrituras: “Não digas ao teu próximo: Vai e volta amanhã; então, to darei, se o tens agora contigo” (Pv 3.28). Estender a mão ao necessitado, socorrer o aflito em suas angústias e dar pão ao que tem fome é uma atitude que agrada o coração de Deus. Só os homens pedra passam de largo diante da necessidade do próximo, virando o rosto para não ver e fechando o coração para não sentir. Somos imitadores de Cristo quando fazemos o bem. Deus é honrado quando praticamos boas obras. Evidenciamos a salvação pela graça quando os homens veem as nossas boas obras e glorificam a nosso Pai que está nos céus.
Mas, quando fazer o bem? Esse é o ponto em destaque no texto acima. O bem não pode ser postergado. O socorro ao necessitado não pode ser deixado para amanhã. Enganar com promessas vazias o necessitado que bate à nossa porta, ou adiar seu atendimento, tendo nós o poder de socorrê-lo imediatamente é uma atitude indigna de um cristão, desprovida de qualquer compaixão. Devemos ter pressa em ajudar o próximo. Devemos ter presteza em estender a mão aos necessitados. Devemos ter mais alegria em dar do que em receber. Devemos ter mais prazer em ser um canal da bênção de Deus do que um receptáculo dela. Não fomos salvos para reter as bênçãos apenas para nós mesmos como se fôssemos um mar Morto que só recebe as águas e não as distribui. Devemos ser como o mar da Galileia, um canal por onde as águas chegam e saem. E por onde elas passam, levam vida e esperança.
A Palavra de Deus nos ensina que devemos fazer bem primeiramente à nossa própria família. O apóstolo Paulo escreve: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente” (1Tm 5.8). Em seguida, nós devemos fazer o bem a todos, mas especialmente aos domésticos da fé. Ainda o mesmo apóstolo escreve: “Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” (Gl 6.10). Finalmente, devemos fazer o bem ao nosso próximo, ainda que esse próximo seja o nosso próprio inimigo. O apóstolo Paulo exorta: “… se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12.20,21). Você tem feito o bem? Tem feito o bem a todos? Tem feito o bem imediatamente? Tem feito o bem até àqueles que perseguem você? Tem feito todo o bem que você pode fazer? Tem feito o bem com motivações puras? Faça o bem, mas faça agora!
Rev. Hernandes Dias Lopes

Fonte: hernandesdiaslopes.com.br

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

497 anos da Reforma Protestante e seus princípios

Estaremos comemorando este mês um dos eventos históricos mais importantes da igreja desde o ano 300 d.C.
Obs.: ou pelo menos deveria ser lembrado e comemorado pela igreja.

Em meados do ano 300 d.C., com o imperador Constantino que havia se tornado cristão
(312 d.C.) a igreja não só se tornou parte do Estado, como o cristianismo se tornou religião oficial do império.

Isso trouxe muitos malefícios à igreja, pois ela se tornou um cabide de posições, perdeu sua característica original e se enveredou no sujo jogo da política de poder do império.

Por que uma reforma? As expectativas do povo do século XVI era mesmo a de ter salvação e os líderes da igreja romana, sempre usando o poder, começaram a negociar essa salvação – surgiram as famosas indulgências e as relíquias sagradas da igreja.

Foi nesse momento que aparece na história da igreja um monge agostiniano, que tem uma revelação da palavra Rm. 1:17 e luta por mudanças na igreja. (o desejo não era uma cisão, era sim uma reforma).

Como houveram expectativas no século XVI,hoje elas também existem, as expectativas de século XXI são: uma vida ajeitadinha, farta de riquezas, sem doenças e tudo isso aqui na terra, e da mesma forma sempre visando o poder, muitos “líderes” de hoje, também negociam isso!

No dia 31 de outubro, a Reforma Protestante, completa 497 anos.

Apesar das tentativas de sufocar esse movimento, tenham sido muitas e intensas, a reforma atravessou séculos e gerações por meio das igrejas que herdaram seus princípios, que eram:
- Sola Gratia – Só a graça
- Sola Scriptura – Só a escritura
- Sola Fide – Só a fé
- Solus Christus – Só Cristo
- Sola Deo Gloria – Só a Deus toda glória

Com essa bandeira os reformadores conseguiram comunicar o que acreditavam ser a vivência de um evangelho verdadeiro.

Só a graça: Rebate a crença romana de que a salvação é fruto das boas obras, pois de acordo com a Bíblia, a salvação do homem não é meritória e, sim, uma concessão de Deus mediante a fé. (Ef. 2:8).

Só a escritura: Determina que toda a autoridade está na Bíblia, e não na igreja romana( e em nenhuma outra), como ensinavam os padres.
(II Tm. 3:16,17)

Só a fé: (em Cristo) “a fé só é válida à medida que sua fonte é confiável”. E só a fé em Cristo pode levar o homem a Deus, e nada mais. Por isso o combate as indulgências (que era um documento que garantia o perdão divino) (I Tm. 2:5).

Só cristo: entende-se que a salvação está no filho de Deus e não na igreja como era ensinado. (At. 4:12).

Só a Deus a glória: Toda glória deve pertencer a Deus e a ninguém mais. (Is. 42:8).

Não devemos acrescer mais nada a esse conjunto de doutrinas principais.
Esses princípios, entretanto, não foram usados inicialmente para um rompimento com a igreja católica, mas para causar uma reforma de seus conceitos, o que se mostrou, com o passar do tempo inviável.

Protesto: 31/10/1517 – Martinho Lutero fixa as 95 teses na porta do castelo de Witemberg.

Os reformadores passaram a chamados de protestantes pela sua reação inesperada e corajosa de protestarem em favor da liberdade religiosa na Alemanha e da ortodoxia bíblica.

Em 1521, o Edito de Worms proibiu que as obras de Lutero fossem ensinadas, mas Lutero já havia conquistado com as verdades bíblicas parte do povo e a liberdade religiosa que hoje desfrutamos.


Pb. Francisco de Aquino, membro da Igreja “O Brasil para Cristo” em Calmon Viana – Poá e professor do Instituto Bíblico O Brasil para Cristo (I.B.B.C.) em Suzano e Poá e do Centro de Estudos Teológicos em Calmon Viana (CETEC) em Poá SP.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Busquem, e encontrarão

Nós precisamos buscar a Deus. Deus nos buscou. Ele ainda está nos buscando. Mas nós também devemos buscá-lo. Na verdade, a divergência principal entre Deus e o homem está no fato de que o homem não busca a Deus.
Do céu olha o Senhor para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus. Todos se desviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. (Salmos 14.2-3)
Jesus, no entanto, prometeu: “Busquem, e encontrarão”. Se não buscarmos, nunca encontraremos. O pastor procurou pela ovelha perdida até encontrá-la. A mulher procurou a moeda desaparecida até achá-la. Por que achamos que conosco seria diferente? Deus deseja ser encontrado, mas somente por aqueles que o buscam.
Devemos buscar diligentemente. “O homem é tão preguiçoso quanto ousa ser”, escreveu Emerson. Isso é muito sério; precisamos vencer nossa preguiça e apatia natural e concentrar forças para buscar a Deus. Deus tem pouca paciência com os preguiçosos; ele “é galardoador dos que o buscam” (Hb 11.6).
Devemos buscar humildemente. Se a preguiça é um empecilho para alguns, o orgulho pode ser um obstáculo ainda maior para outros. Precisamos reconhecer que nossas mentes limitadas são incapazes de buscar a Deus pelo seu próprio esforço, sem que ele se revele. Isso não significa que não podemos pensar de forma racional. Ao contrário, o salmista nos diz que não devemos ser como o cavalo ou a mula, sem entendimento. Devemos usar nossas mentes, mas devemos também admitir nossas limitações. Jesus disse:
Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos.
É por isso que Jesus ama as crianças. Elas são ensináveis. Não são orgulhosas, presunçosas ou críticas. Nós precisamos ter a mente aberta, humilde e receptiva de uma criancinha.
Devemos buscar honestamente. Devemos nos aproximar da revelação de Deus não só sem orgulho, mas também sem preconceito; não só com uma mente humilde, mas também com uma mente aberta. Os estudiosos sabem o quanto é perigoso se aproximar de um objeto de estudo com ideias pré-concebidas. No entanto, muitos questionadores se aproximam da Bíblia com suas cabeças já “feitas”. A promessa de Deus, no entanto, é endereçada somente àqueles que buscam com sinceridade: Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jr 29.13). Devemos, portanto, deixar de lado nossos preconceitos e abrir nossas mentes para a possibilidade de que o cristianismo seja verdadeiro.
Devemos buscar obedientemente. Essa é a condição mais difícil de ser atendida. Ao buscar a Deus, devemos nos preparar não apenas para rever nossos conceitos, mas também para mudar nosso estilo de vida. A mensagem cristã possui um desafio moral. Se ela é verdadeira, o desafio moral tem de ser aceito. Deus, portanto, não é um objeto a ser examinado de forma minuciosa e imparcial pelo homem. Você não pode colocar Deus na lente de um telescópio ou de um microscópio e dizer: “Que interessante!” Deus não é interessante. Ele é profundamente perturbador.

John Stott – Trecho retirado do livro Cristianismo Básico, páginas 18-21.


quinta-feira, 26 de junho de 2014

"Creio na santa igreja..."


Crer na igreja é acreditar na funcionalidade da igreja como sinalizadora do reino de Deus e como agente da propagação desse reino.
Essa parte do “Credo Apostólico” aponta para nossa tarefa de credibilizar a igreja como representantes e parte dela. Por isso, vamos refletir acerca da nossa responsabilidade de fazer valer a credibilidade da igreja de Cristo, que somos nós.

As palavras crer, crédito, credibilidade vem de uma mesma raiz etimológica. Vejamos os conceitos:

Crer - é acreditar, ter confiança.

Crédito - confiança, boa reputação, confiabilidade.

Credibilidade - característica do que é confiável.

Temos que compreender a função e o caráter da igreja, a credibilidade da igreja está liga a função que ela desempenha e ao caráter que ela revela.

As funções da igreja são:
Em relação a Deus a igreja existe para adorar – Jo.4:23 diz que Deus procura adoradores – a igreja é uma comunidade adoradora, a maior missão da igreja não é fazer missões, mas adorar a Deus. Deus, e não o homem é o centro de todas as coisas. Missões existem para salvar o homem e leva-lo a adorar.
A adoração tem Deus como centro e tudo o que tira Deus do centro da adoração é idolatria.
Adoração sem conexão com a vida diária é entretenimento espiritual e isso pode tirar o crédito da igreja. O apóstolo Paulo diz que o nosso culto não é apenas um tempo de louvor e de ministração que temos no templo, mas é a oferta do nosso corpo a Deus na dinâmica da vida.
Rm.12:1 – “Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”.

Em relação ao mundo a igreja existe para testemunhar – At. 1:8 esse poder é capacitação para fazer, somos o SAL da terra e a LUZ do mundo, a igreja como sal é a influência invisível, mas sentida e como luz é a influência visível, ou seja, influenciando de toda forma. Não compreender essa responsabilidade pode tirar o crédito da igreja.

Philip Schaff, historiador da igreja afirmou: “Não havia sociedades missionárias, nem instituições missionárias, nenhum esforço organizado nos três primeiros séculos; e em menos de 300 anos a população toda do império romano, que representava o mundo civilizado, foi nominalmente cristianizada. Cada congregação foi uma sociedade missionária, e cada cristão um missionário inflamado pelo amor de Cristo para converter seu amigo. Cada cristão contou a seu próximo, o trabalhador ao seu companheiro de trabalho, o escravo a seu amigo escravo, o servo a seu mestre, a história da sua conversão”.

Essas são é a funções da igreja que juntamente com o caráter vai dar credibilidade a igreja.
Caráter – É o modo de ser ou agir de um indivíduo ou grupo (dependendo desse modo de ser ou agir se tem um bom ou mau caráter).
II Co. 5:17 – é um divisor de águas, a partir do estabelecimento dessa verdade em nossas vidas somos feitos igreja do Senhor.

Exemplo: A grande muralha da China é uma das maravilhas arquitetônicas do mundo. Foi construída para determinar a fronteira daquele país, bem como impedir a entrada dos mongóis. É tão grande que pode ser vista da lua.
- tem mais de 2000 km e varia entre 03 e 12 mts de largura e entre 06 e 15 mts de altura.
Imagine um muro de aproximadamente 10 mts de altura X 03 mts de largura de Porta Alegre a Brasília.
Essa muralha seria segura e eficiente não? Nenhum exército invasor jamais conseguiu escalá-la, derrubá-la ou rodeá-la.
Entretanto, os conquistadores manchu da dinastia Ming simplesmente subornaram um porteiro que abriu o portão e permitiu-lhes a entrada. Os chineses falharam por ter depositado confiança demasiada no muro, sem dar atenção suficiente ao caráter das pessoas que guardavam a muralha.
O mesmo acontece conosco que somos a igreja do Senhor, nem todas as pessoas no mundo são trapaceiras, mentirosas, homicidas, a maioria tem um muro de caráter construído ao redor da vida.
Entretanto, todos temos pontos fracos, o qual temos que dar muito mais atenção que os pontos fortes.
Qual a vantagem de uma pessoa nunca ter roubado dinheiro de ninguém, se por outro lado ela é adúltera? Qual a vantagem de não se ser mentiroso, se por outro lado se é um semeador de contendas?
Para que a igreja tenha credibilidade é necessário que ela tenha um caráter irrepreensível diante de Deus e dos homens.
Ef. 5:27 “... para apresentar-se a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, mas santa e irrepreensível.


Pb. Francisco de Aquino, membro da Igreja “O Brasil para Cristo” em Calmon Viana – Poá e professor do Instituto Bíblico O Brasil para Cristo (I.B.B.C.) em Suzano e Poá e do Centro de Estudos Teológicos em Calmon Viana (CETEC) em Poá SP.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

O Deus que supri e liberta

Êxodo 17:1-7

1." Partiu toda a congregação dos filhos de Israel do deserto de Sim, pelas suas jornadas, segundo o mandamento do Senhor, e acamparam em Refidim e não havia ali água para o povo beber. 2. Então o povo contendeu com Moisés, dizendo: Dá-nos água para beber. Respondeu-lhes Moisés: Por que contendeis comigo? Por que tentais ao Senhor?3. Mas o povo, tendo sede ali, murmurou contra Moisés, dizendo: Por que nos fizeste subir do Egito, para nos matares de sede, a nós e aos nossos filhos, e ao nosso gado?4. Pelo que Moisés, clamando ao Senhor, disse: Que hei de fazer a este povo? Daqui a pouco me apedrejará. 5. Então disse o Senhor a Moisés: Passa adiante do povo, e leva contigo alguns dos anciãos de Israel toma na mão a tua vara, com que feriste o rio, e vai-te.6. Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horebe ferirás a rocha, e dela sairá água para que o povo possa beber. Assim, pois fez Moisés à vista dos anciãos de Israel.7. E deu ao lugar o nome de Massá e Meribá, por causa da contenda dos filhos de Israel, e porque tentaram ao Senhor, dizendo: Está o Senhor no meio de nós, ou não? "

Segundo o texto bíblico “não havia água para beber”, a falta de água indicava escassez e necessidade, diferente era o sentimento do povo hebreu em relação ao Egito, não eram livres, mas não tinham necessidades.

Escolher entre a liberdade e a necessidade parece-nos uma tarefa muito difícil, porque as algemas que nos privam da liberdade com o tempo deixa de incomodar.

A necessidade e a escassez nos fazem sentir abandonados, e talvez fosse assim que o povo hebreu se sentisse naquela ocasião.

E, isso trouxe desespero ao seu líder Moisés. Deus responde em meio aquela situação com mansidão e controle, pois Ele sempre está no controle da história e provê água para a necessidade como também os mantém libertos do cativeiro.

A pergunta que convém ser feita a todos nós se encontra no versículo 7: "Está o Senhor no meio de nós ou não?" 

Porque se Ele estiver em nosso meio, mesmo na necessidade (falta de água) saberemos valorizar a liberdade!


Glória seja dada a Aquele que supri e liberta.

Pb. Francisco de Aquino, membro da Igreja “O Brasil para Cristo” em Calmon Viana – Poá e professor do Instituto Bíblico O Brasil para Cristo (I.B.B.C.) em Suzano e Poá e do Centro de Estudos Teológicos em Calmon Viana (CETEC) em Poá SP.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

A obediência como aliada

Com certeza existe um grande princípio da palavra de Deus que é a obediência. Desde primórdios lá no jardim do Éden Deus mostra ao homem dois caminhos e espera dele a obediência (Gn:2:16,17). Ao colocar a árvore da ciência do bem e do mal no jardim, Ele mostra dois caminhos: O caminho da obediência e o da desobediência. E espera então que escolhamos a obediência.
Temos em várias narrativas bíblicas exemplos de grandes vitórias alcançadas pelo povo de Deus através da obediência (ex. Rei Ezequias em II Rs. 18: 01 - 07) e a contra partida derrotas vergonhosas após a desobediência (ex. II Cr. 28: 16, 17).
Lemos em Dt. 28: 01: “Se ouvires atentamente a voz do Senhor teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno, o Senhor teu Deus te exaltará sobre todas as nações da terra;” de fato Deus tem muito prazer na obediência.
Temos grandes exemplos de obediência na bíblia e não poderia ser diferente que o maior deles seja o de Jesus. Jesus aceitou o seu chamado, e por um tempo deixou de ser Deus para ser homem, deixou de ser imortal para ser mortal, deixou de ser Senhor para ser servo e ainda mais, suportou a dor e a morte só pra obedecer a Deus, como está relatado em Fp. 02: 08 "e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.”.
O exemplo de Jesus é o maior exemplo de obediência que temos para nossas vidas, pouco antes de sua morte Jesus disse: Lc. 22 : 42 " Pai, se queres afasta de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua." Eis aí o maior exemplo de obediência.
Obedecer às vezes nos faz abrir mão de nossa própria vontade em nome da vontade de Deus, mas a obediência ainda é a melhor aliada na caminhada cristã.
Àquele que preparou uma melhor aliada para o Seu povo trilhar o caminho, seja à glória para sempre!



Pb. Francisco de Aquino, membro da Igreja “O Brasil para Cristo” em Calmon Viana – Poá e professor do Instituto Bíblico O Brasil para Cristo (I.B.B.C.) em Suzano e Poá e do Centro de Estudos Teológicos em Calmon Viana (CETEC) em Poá SP.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Carlos Queiroz - O "Já" e o "Agora Não" da Igreja Peregrina


O pastor Carlos Queiroz é um daqueles homens que você olha e facilmente o identifica como um imitador de Cristo, em um momento da história da igreja em que o ministério pastoral tem sido manchado, o pastor Carlos revive a preocupação do pastor em relação as suas ovelhas como Cristo Jesus o fez, com toda certeza você será muito edificado através dessa ministração.

Pb. Francisco de Aquino, membro da Igreja “O Brasil para Cristo” em Calmon Viana – Poá e professor do Instituto Bíblico O Brasil para Cristo (I.B.B.C.) em Suzano e Poá e do Centro de Estudos Teológicos em Calmon Viana (CETEC) em Poá SP.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Evangelhos Sinóticos

1- Introdução

No N.T., nunca se emprega a palavra Evangelho, no sentido de livro, é sim, designado à mensagem de Cristo aos seus apóstolos. São quatro os evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), sendo que os três primeiros são denominados “Evangelhos Sinóticos”.
Por que Sinóticos?Os três têm muita coisa em comum descrevem a vida de Jesus Cristo, sob o mesmo ponto de vista.
Sinóticos=Visão conjunta

Eles diferem totalmente do Evangelho segundo João.

2- As diferenças entre os evangelhos sinóticos e o evangelho segundo João
a- Os evangelhos sinóticos tratam objetivamente do ministério de Jesus Cristo na Galiléia, enquanto João da ênfase aos trabalhos de Jesus Cristo na Judéia (Mt. 4:12,23),(Mc.1:14),(Lc. 4:14 e 5:1-11).
b- Os sinóticos poucos dizem sobre a divindade de Jesus Cristo, o de João, porém salienta a natureza divina do homem de Deus. Ex.Mateus inicia com a linhagem humana de Jesus (Mt.1:1:17),João inicia mostrando que Jesus é Deus encarnado(Jo.1:1).
c- Os evangelhos sinóticos narram principalmente os ensinos de Jesus Cristo sobre “o reino de Deus”, as suas “parábolas”, as “instruções que ele dava ao povo”, enquanto João relata principalmente os ensinos de Jesus acerca de sua pessoa em longos discursos (Jo. 5:20,21),(Jo.6:35-36),(Jo.10:11)e(Jo.15;1-5).

3- Os evangelhos em conjunto
Por que existem quatro evangelhos e especialmente quando os três primeiros parecem abranger o mesmo assunto?Um só não seria o suficiente?

Nos tempos apostólicos, existiam quatro classes representativas do povo:
*judeus-Mt. (Jesus é o rei);
*romanos-Mc. (Jesus é o servo);
*gregos-Lc. (Jesus é o homem perfeito);
*e o corpo formado das três classes “a igreja”-Jo. (Jesus é o Deus eterno).
Cada um dos evangelistas escreveu para uma dessas classes, adaptando-se ao seu caráter, às suas necessidades, e ideais.

4- O evangelho de Jesus, segundo Mateus
Autor:Mateus (Levi), era judeu, sabemos disso pelo nome “dom de yahweh” como pela natureza do evangelho que escreveu:

a- Retratou Jesus com rei, o messias prometido aos judeus nas escrituras proféticas do A.T.;
b- 60 profecias messiânicas do A.T. se cumprem na vida de Jesus, neste primeiro evangelho.
Era um publicano.Os publicanos eram cobradores de impostos á serviço do Império romano. Por isso, eram detestados pelos judeus que os consideravam traidores, e para piorar eram desonestos. O povo judeu os considerava pecadores do mesmo nível das meretrizes (Mt.21:31). Não eram permitidos aos publicanos prestar depoimentos em tribunais,e não podia pagar o dízimo do seu dinheiro ao templo. Um bom judeu não se associaria com publicanos(Mt.9:10-13). O simples fato de Mateus possuir casa própria indica que ele era mais rico que um publicano típico.
Data:+- 69 d. C.
Destinatário:Para toda a humanidade em geral, mas para os judeus em particular. Vê-se isso pelos seguintes fatos:
a- O grande número de citações do A.T., alguém que prega aos judeus deve provar a sua doutrina pelas escrituras sagradas antigas.
b- As primeiras palavras do livro “a genealogia de Jesus Cristo”, filho de Davi, filho de Abraão..., sugerem imediatamente os dois pactos que contém promessa do Messias- o davídico e o abraâmico (2Sm. 7:8-16 e Gn. 12:1-3)
Tema central:Jesus é o rei, o Messias esperado, apresenta Jesus como o único que cumpre as Escrituras do A.T. com relação ao Messias.
Propósito:Mostrar que Jesus é o grande Messias, o Filho de Deus, o verdadeiro rei prometido e esperado pela nação judaica.

5- O evangelho de Jesus, segundo Marcos
Autor:João (grego) Marcos (latim) nome judeu e sobrenome romano.

a- Companheiro de Barnabé – (At. 15:39);
b- Colaborou no ministério de Paulo – (At. 13:5, 13; Cl. 4:10; Fm.23,24 e 2tm. 4;11);
c- Colaborou no ministério de Pedro – (1Pe. 5;13);
d- Não foi testemunha ocular do ministério de Jesus, mas pertenceu a 1º geração de cristãos – (At. 12:12);
e- Acompanhou Paulo e Barnabé na 1º viagem missionária – (At. 13:2-5)
Data:+- 55 – 65 d. C.
Destinatários:Foi dirigido principalmente aos romanos.
Local da composição:Provavelmente em Roma, aos pés de Pedro, Marcos abeberou-se na fonte de Pedro. A tradição afirma que Pedro pegava, e que Marcos conservou em forma escrita, o que Pedro pregava.
Tema central:É o mais curto, o mais simples e talvez o mais antigo dos evangelhos. Apresenta Jesus “como o servo que faz maravilhas”.
Características e peculiaridades:
a- É o evangelho de ação, a ênfase do livro se concentra num Cristo ativo, um servo forte mais humilde – (Mc. 10:45);
b- Marcos não contém genealogia ou relatos do nascimento de Jesus;
c- A palavra “logo ou imediatamente” (euthus, grego) aparece 41 vezes, essas palavras exprimem o nível do verdadeiro serviço, realizado espontaneamente e sem demora;
d- No começo do relato de Marcos mostra a natureza do serviço prestado por Jesus – (Mc. 1:1);
e- Cria uma nova forma de literatura “o evangelho” as boas novas, um testemunho cristão, e não uma biografia, isso serviu de padrão para as igrejas;
f- Explica termos e costumes judaicos para os leitores (não judeu é claro) – (Mc. 5:41, 7:34, 7:11 expressões e 7:2 – 4 costume);
g- Não emprega a palavra “lei’, que aparece oito vezes em Mateus, nove vezes em Lucas e 14 vezes em João (para o romano a lei judaica não significava nada);
h- Faz menos referências ao A.T. que os demais evangelistas (16 vezes);
i- Dos 35 milagres de Jesus, ele conta 18 mais do que qualquer outro evangelho (o servo que faz maravilhas);
j- Marcos apresenta Jesus numa narrativa de cenas rápidas.

6- O evangelho de Jesus, segundo Lucas
Autor:Lucas. Loukás (grego) refere uma idéia de luz.

a- Único autor sagrado do N.T. e da bíblia que não foi judeu. Isto testifica do fato que, em Cristo todos são iguais – (Cl. 3:11);
b- Era médico – (Cl. 4:14);
c- Foi um real cooperador do AP. Paulo – (2Tm. 4:11, FM. 24).
Local das composição:Cesárea
Data:+- 60 – 65 d.C.
Destinatário:Teófilo - (Lc 1:1-4) – alcança o povo grego (redentor– adaptado a cultura grega – universalidade do cristianismo).
Mensagem do evangelho:É o mais longo dos evangelhos, apresenta Jesus como “Homem Perfeito”, (a civilização grega era antropocêntrica). A frase “Filho do homem” aparece 26 vezes.
Tema: Jesus Cristo com salvador universal para todos os povos – (Lc. 2:10) e não um mero messias judeu.
Propósito:É apresentar um relato em ordem – (Lc. 1:3) acerca dos ensinos de Jesus – (At. 1:1), para que Teófilo pudesse ter evidência histórica dos ensinamentos que recebeu – (Lc. 1:4).
Ninguém que lê este evangelho deve achar que está além do alcance da salvação. Por todo livro, Lucas apresenta Jesus como salvador do mundo a começar por (Lc. 2:32) e terminando com (Lc. 24:47).
Características e peculiaridades:
a- É o mais longo dos evangelhos;
b- O relatório de Lucas se caracteriza pelo método histórico e biográfico: pois usa de pesquisa para obter materiais de sua escrita – (Lc. 1:1-4);
c- É o evangelho que mais abrange a vida de Cristo;
d- Evidências contatos com Paulo pelo ensino sobre a graça, justificação e perdão;
e- É o evangelho mais cronológico (ordem dos fatos);
f- Dos quatro evangelistas Lucas é o que narra o maior número de curas realizadas por Jesus (sendo homem de ciência não nega os milagres);
g- Dá maior ênfase a oração, ao ministério do Espírito Santo e ao papel da mulher na comunidade cristã;
h- As mulheres são mencionadas em Lucas mais vezes do que dos quaisquer outros três evangelhos, e as viúvas mais do que nos outros três juntos;
i- Por ser médico, Lucas usa termos da medicina – (Lc. 4:38, 5:18, 8:44);
j- Em Mt. 19:24 e em Mc. 10:25®agulha=rafís(agulha de costura), mas em Lucas 18:25 usa agulha=belónes(agulha de cirurgião);

k- A ética profissional de Lucas – (Mc. 5:26/Lc. 8:43);
l- Lucas é o único dentre os três evangelhos sinóticos que chama Jesus de “salvador” – (Lc. 2:11);
m- O louvor é um traço marcante de Lucas, aliás, ele começa e termina com louvor – (Lc. 1:9 e 24:53).

Bibliografia:
Bíblia Plenitude;
Biblioteca teológica- O estudo das sagradas escrituras (www.biblioteca.com.br);
O mundo do Novo Testamento – J. I. Packer – Ed. Vida.



Pb. Francisco de Aquino, membro da Igreja “O Brasil para Cristo” em Calmon Viana – Poá e professor do Instituto Bíblico O Brasil para Cristo (I.B.B.C.) em Suzano e Poá e do Centro de Estudos Teológicos em Calmon Viana (CETEC) em Poá SP.

terça-feira, 18 de março de 2014

Venha estudar teologia conosco!

Curso Médio em Teologia 
Centro de Estudos Teológicos em Calmon Viana (CETEC)

Objetivo: Oferecer um ensino teológico que valorize e preze pela supremacia das Escrituras Sagradas, visando alcançar não só a liderança da igreja local, mas todos os membros, capacitando-os e habilitando-os para o serviço cristão.

Período de realização: O curso terá duração de 01 ano e meio (09 bimestres letivos).

Dia de aula: Sextas – feiras dás 19:30 às 22:20 (1ª aula 19:30 ás 20:50 e 2ª aula 21:00 ás 22:20). Carga horária: 10 horas aulas por disciplina. Sendo o curso rotativo o aluno pode se matricular no início de qualquer bimestre.

 Módulos e disciplinas (02 disciplinas por bimestre, totalizando 18 disciplinas):

1º Bimestre: Teologia de Deus / Bibliologia
2º Bimestre: Teologia do Antigo Testamento / Teologia do Novo Testamento
3º Bimestre: Seitas e Heresias / Vida Cristã
4º Bimestre: Administração Eclesiástica / Antropologia Bíblica
5º Bimestre: Angelologia / Epístolas (Paulinas e Gerais)
6º Bimestre: Soteriologia (salvação) / Cristologia
7º Bimestre: Pneumatologia (Espírito Santo) / Missiologia (Evangelismo e Missões)
8º Bimestre: Hermenêutica / Homilética
9º Bimestre: Escatologia / Geografia Bíblica


Critério de aprovação: Os alunos serão avaliados a critério de cada professor, devendo alcançar nota mínima de 6,0 para aprovação em cada disciplina.

Áreas abordadas:

Bíblia: Teologia do Antigo Testamento e Teologia do Novo Testamento, Epístolas (Paulinas e Gerais)
Teologia Sistemática: Bibliologia, Cristologia, Teologia de Deus, Antropologia Bíblica, Soteriologia, Pneumatologia e Escatologia, Angelologia.
Práticas Eclesiásticas: Hermenêutica, Homilética, Vida Cristã e Administração Eclesiástica.
Missões: Missiologia.
Defesa da Fé: Seitas e Heresias.
História: Geografia Bíblica.

“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a Palavra da verdade.” II Timóteo 2:15

Mais informações: Miriam Honorato (Secretária) – (11) 95232-1986

 Igreja “O Brasil para Cristo” em Calmon Viana – Poá
 Rua Teresa, 192 Calmon Viana - Poá S.P.
  
Pb. Francisco de Aquino, membro da Igreja “O Brasil para Cristo” em Calmon Viana – Poá e professor do Instituto Bíblico O Brasil para Cristo (I.B.B.C.) em Suzano e Poá e do Centro de Estudos Teológicos em Calmon Viana (CETEC) em Poá SP.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Só pra lembrar... Espiritualidade constante

A espiritualidade da igreja tem sido descaracterizada, e se tornou uma mistura de espiritualismos com legalismos, e essa mistura tem se manifestado única e exclusivamente nos templos;
Mudamos a espiritualidade do ser por um ser espiritual que atua só no ambiente dos templos, dos cultos, das atividades e eventos, sem nenhum interesse de continuar sendo fora dessas ocasiões.
Somos espirituais no templo, centralizamos nossa espiritualidade a certos momentos, e ela só faz sentido dentro das quatro paredes quando estamos congregados, como se igreja se resumisse apenas no momento do culto público, onde nos reunimos, louvamos, sorrimos, ouvimos, dizimamos, ofertamos, somos confortados e localizamos a espiritualidade. Deus está presente no seu santo templo e em qualquer lugar, numa casa, num prédio, num hotel... Vivemos uma localização geográfica de Deus e, é por isso, que substituímos a união de Cristo com sua igreja, em seu corpo, pelo Espírito que habita na igreja por momentos eclesiásticos, a igreja é maior que o templo e passa a maior parte da vida na prática, fora dele.
A igreja somos nós, em nossos lares, desempenhando nossos papéis de pais educando nossos filhos, vivendo a vida comum do lar; trabalhando como empregados, sendo exemplos em nossos trabalhos; vivendo o dia-a-dia como luz do mundo, como sal da terra; pois a igreja se mostra fora do templo, a igreja representa a Cristo fora do templo ,e Cristo está conosco muito mais vezes entre nossos momentos diários comuns do que em meio a muitos cultos megalomaníacos e frívolos, desprovidos de sentido de glorificação do Senhor, numa tentativa vã, mas bem sucedida, de auto-glorificação, de auto-nomeação, de auto-adoração.
Toda regra tem suas exceções, ainda existem muitos que desejam desenvolver sua espiritualidade em todos os lugares, manifestando ao mundo “Jesus Cristo”, é possível sermos crentes 24 horas por dia, nos esforcemos então para isso!


Pb. Francisco de Aquino, membro da Igreja “O Brasil para Cristo” em Calmon Viana – Poá e professor do Instituto Bíblico O Brasil para Cristo (I.B.B.C.) em Suzano e Poá e do Centro de Estudos Teológicos em Calmon Viana (CETEC) em Poá SP.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Série "Heróis da Fé" - David Brainerd


David Brainerd, foi um missionário norte-americano ligado a Igreja Congregacional, que atuou ministerialmente entre os índios norte-americanos. 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Só pra lembrar... A letra mata?

O texto de II Coríntios 3:6 revela contraste importante entre a impropriedade do sistema da lei no Velho Testamento e a eficácia da salvação em Cristo. A "letra" representa o "ministério da morte, gravado com letras em pedras" que foi dado aos israelitas através de Moisés (3:7, 3). O “Espírito” representa a nova aliança de Cristo, revelada através do Espírito Santo e escrita em nossos corações (3:3, 4,6,8).
Infelizmente esse texto tem sido arrancando de seu contexto e distorcido, o seu verdadeiro significado tem sido ocultado, encontrando assim, espaço para a apologia ao anti-intelectualismo bíblico, afirmando que o estudo cuidadoso da Bíblia é inútil e até perigoso, "porque a letra mata, mas o Espírito vivifica”, menosprezando a própria Palavra de Deus!
Ainda dentro do contexto de II Coríntios 3, Paulo orienta sobre a importância da Palavra de Deus,destacando seu real valor (4:2), fala da verdade (4:2), do conhecimento da glória de Deus (4:6), da liberdade (3:17).
Portanto, convém lembrar que a fonte confiável que nos leva ao conhecimento de Deus é a Sua Palavra “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor...” (Os.6:3)

Pb. Francisco de Aquino, membro da Igreja “O Brasil para Cristo” em Calmon Viana – Poá e professor do Instituto Bíblico O Brasil para Cristo (I.B.B.C.) em Suzano e Poá e do Centro de Estudos Teológicos em Calmon Viana (CETEC) em Poá SP.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Série "Heróis da Fé - Jonathan Edwards

Jonathan Edwards, um pastor congregacional que viveu no século XVIII, é hoje considerado pelos historiadores um dos maiores teólogos e pensadores da história dos Estados Unidos. Ele foi não somente um dos instrumentos do primeiro grande reavivamento ocorrido naquele país, mas o maior estudioso e intérprete desse fenômeno.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Ano novo...velho homem!

A cada ano que se inicia existe uma expectativa acerca dele, de que esse novo ano seja melhor que o anterior, o fato é que os tempos, as estações e os anos são sempre os mesmos. O correto seria depositar nossas expectativas de mudanças não no ano que se inicia, mas sim em nós mesmos, que as mudanças que esperamos no novo ano se apliquem a nós! Que sejamos melhores servos, melhores alunos, melhores pais, melhores filhos, melhores maridos, melhores esposas, melhores profissionais, melhores cristãos... Porque se não for assim, seremos os velhos homens, vivendo da velha forma, com nossos velhos hábitos em um ano novo! Tudo muito igual, sem nada de novo!


Pb. Francisco de Aquino, membro da Igreja “O Brasil para Cristo” em Calmon Viana – Poá e professor do Instituto Bíblico O Brasil para Cristo (I.B.B.C.) em Suzano e Poá e do Centro de Estudos Teológicos em Calmon Viana (CETEC) em Poá SP.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

É pra julgar sim!

Admira-me em pleno século XXI ainda haver dúvidas com relação à questão do juízo. São milhões de pessoas repetindo a ladainha que tem aparência de verdade, mas está destituída de coerência por desprezar o contexto do ensino dado pelo Senhor Jesus.
“Examinai tudo. Retende o que for bom.” (1 Tessalonicenses 5:21)
Quando o próprio Cristo disse que não devemos julgar para que não sejamos julgados, Ele não estava proibindo ou sequer censurando o julgamento. Muito pelo contrário! Como saberemos discernir entre o que é justo e injusto, senão comparando? Como poderemos perceber o quanto somos inaptos para o Reino de Deus, senão medindo a nós mesmos com o padrão que Jesus revelou? A verdade é que o julgamento que foi desaconselhado é o TEMERÁRIO, ou seja, sem conhecimento de causa.
Um povo que se abstém de julgar todas as coisas peca por omissão.
“Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?” (1 Coríntios 6:2-3)
O apelo bíblico a todo aquele que profere julgamento é a misericórdia. Isto significa que precisamos nos colocar no lugar das pessoas. Isto evita constrangimentos e julgamentos precipitados. Quanto a apontar o equívoco daquele que se diz irmão, mas na verdade só está tentando se aproveitar das pessoas, com este não devemos sequer sentarmos à mesa para comer.
“Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais.” (1 Coríntios 5:11)
E é exatamente isto que temos visto. Muita gente batendo no peito pra se afirmar como pastor, mas ao invés de dar a vida pelas ovelhas, está lucrando horrores com a lã. Se esquecem que o verdadeiro pastor é Cristo, e que nós somos apenas seus auxiliares.
Glória a Deus! O Senhor que não a divide com ninguém!

Ariovaldo Jr.

 Fonte: www.ariovaldo.com.br

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Série "Heróis da Fé" - Guilherme (Willian) Carey

William Carey (1761-1834) - Poucos nomes na história de missões mundiais são tão conhecidos quanto o nome de William Carey. Chamado "o Pai das Missões Modernas", Carey nasceu na pobreza, mas deixou sua marca em missões que duraria por centenas de anos. Seu renome se dá principalmente pelo trabalho na área de tradução das Escrituras e pela fundação do primeiro seminário bíblico na Índia. Carey viveu uma vida longa e fascinante.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Série "Heróis da Fé" - George Whitefield

George Whitefield, (16 de dezembro de 1714 - 30 de setembro de 1770) foi um pastor anglicano itinerante, que ajudou a espalhar o Grande Despertar na Grã-Bretanha e, principalmente, nas colônias britânicas norte-americanas. Seu ministério teve enorme impacto sobre a ideologia americana.
Conhecido como o "príncipe dos pregadores ao ar livre" foi o evangelista mais conhecido do século XVIII. Pregou durante 35 anos na Inglaterra e nos Estados Unidos, quebrou as tradições estabelecidas a respeito da pregação e abriu o caminho para a evangelização de massa. Enquanto jovem sua sede de Deus o tornou consciente de que o Senhor tinha um plano para sua vida. Para preparar-se, jejuava e orava regularmente, e muitas vezes ia ao culto duas vezes por dia. Na Universidade de Oxford (Inglatera) cooperou com os irmãos John e Charles Wesley, participando com eles no "Clube Santo".

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A Bíblia: Um livro único e incomparável!

Por que a Bíblia é um livro único e incomparável?
Dentre outras, temos estas razões:
   ·  Única na sua coerência: mais de 1500 anos para ser escrita, além de contar com o trabalho de 40 autores diferentes, em diferentes idiomas e lugares diferentes.
   ·   Única em circulação: continua sendo o livro mais distribuído em todo o mundo.
   ·   Única em número de traduções: a Bíblia já foi traduzida em mais de 1280 línguas.
Há um fator que se sobrepõe as demais: a Bíblia é a revelação de Deus. As Escrituras foram inspiradas a fim de que recebêssemos um fiel registro de tudo o que Deus quis nos comunicar. Temos, além delas, outros meios que ele escolheu para mostrar-Se a nós.

I- Como Deus se revela

Geralmente dividimos o processo de revelação de Deus em dois grupos:
·     Geral – que engloba a Criação e a Consciência; e
·     Especial – que inclui Jesus Cristo e a Bíblia.
Para entender mais sobre o assunto, vamos estudar detalhadamente cada um deles.

1. Criação
Observando cuidadosamente Salmo 19:1-6, podemos perceber a maneira como a criação revela Deus. Esse trecho é a referência mais conhecida a esse respeito.

a. Contínua (Sl 19:2). Um dia declara para outro, e uma noite para a outra a glória e a sabedoria de Deus.

b. Visual (Sl 19:3). A criação não usa palavras, mas, sim, ilustrações.

c. Abrangente (Sl 19:4). Toda a terra, sem exceção, pode ouvir a mensagem revelada de Deus, pela criação.

Romanos 1:20 completa o ensinamento desse salmo nos mostrando que todo homem é indesculpável porque a criação mostra o suficiente para que ele saiba da existência de Deus: “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos  por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis”.

2. Consciência
Romanos 2:14-15 é o texto clássico para nos ensinar que Deus plantou na mente do homem um conhecimento intuitivo a respeito da Sua existência.
Os judeus tinham a lei escrita, enquanto os gentios têm a lei “inscrita”, ou seja, escrita interiormente em si mesmo. A consciência também é um modo de revelação abrangente porque ela é inata. Todos têm acesso a ela independente de hábitos ou de formação pessoal. Todos os homens estabelecem uma relação com a sua consciência, a sua ação é tão forte que alguns, para escapar dela e de sua voz perturbadora, procuram ignorá-la, pervertê-la, agir com dúvida (Rm 14:23) ou mata-la (I Tm 4:2).


3. Jesus Cristo
Se usássemos somente os primeiros versículos de Hebreus 1, teríamos material suficiente para entender a importância da revelação de Deus, através de  Jesus Cristo. Há, pelos menos, duas afirmativas nesse texto que podem nos levar a essa conclusão.

a. O autor afirma enfaticamente que hoje Deus fala conosco através da vida e obra de Seu filho.

b. Observe: “a expressão exata do seu Ser”  (Hb 1:3). Não há dúvida que Jesus Cristo é tudo o que Deus é sem deixar escapar nenhum detalhe.

4. Escrituras
Essa última também é chamada de revelação especial. Deus escolheu homens a quem inspirou para que registrassem toda a revelação que Ele decidiu fazer a respeito de Si mesmo.

Bibliografia: “O livro escrito por Deus.” – André de S. Lima, Luís Alberto D. Arguello e Frank Neuwirth – Editora Cristã Evangélica


Pb. Francisco de Aquino, membro da Igreja “O Brasil para Cristo” em Calmon Viana – Poá e professor do Instituto Bíblico O Brasil para Cristo (I.B.B.C.) em Suzano e Poá e do Centro de Estudos Teológicos em Calmon Viana (CETEC) em Poá SP.